Estação Saudade

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Tatiane

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Feb 24, 2026
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A saudade dói
porque não sabe o caminho de volta.
Ela nos leva a lugares
de onde o corpo saiu,
mas a alma nunca partida.
Dói porque
que fomos inteiros em algum ponto da linha,
antes do relógio,
antes do fim anunciado
sem apito distante.
O trem segue,
mesmo quando não estamos encaixados
no assento certo.
E assim, em pé dentro de nós,
nós também da viagem:
o aceno breve,
a luz atravessando a janela molhada,
o nome da estação
escrito em letras gastas.
Entre o início eo fim
há desfiles que não escolhemos.
Estações que híbridas
como chuva inesperada,
ou como.
onde tudo alguns,
menos o sentir.
Em algum momento, aprendendo a esperar.
Em outras, entendemos que
algumas pessoas
e outras se vão.
Há estações que nos ferem,
são aqueles que nos ensinam a florescer
mesmo entre trilhos enferrujados.
A vida não pergunta
se estamos prontos.
Ela apenas para.
E cada parada deixa algo:
uma ausência,
um silêncio,
ou o perfume de uma flor
que insiste em
no meio da ferrugem.
No fim, talvez não seja sobre chegar.
Mas sobre!
o que cada estação tentou nos ensinar
antes que o trem sigasse
ea saudade resolvesse ficar.
Tatiana Ribas da Silva
 
A saudade dói
porque não sabe o caminho de volta.

Ela nos leva a lugares
de onde o corpo saiu,
mas a alma nunca partiu.

Dói porque
fomos inteiros em algum ponto da linha,
antes do relógio,
antes do fim anunciado
sem apito distante.

O trem segue,
mesmo quando não estamos encaixados
no assento certo.

E assim, em pé dentro de nós,
perdemos detalhes da viagem:
o aceno breve,
a luz atravessando a janela molhada,
o nome da estação
escrito em letras gastas.

Entre o início e o fim
há paradas que nunca escolhemos.

Estações que chegam
como chuva inesperada,
ou como névoa, onde tudo some,
menos o sentir.

Em algum momento, aprendendo a esperar.

Em outras, entendemos que
algumas pessoas
entram e outras se vão.

Há estações que nos ferem,
e aquelas que nos ensinam a florescer
mesmo entre trilhos enferrujados.

A vida não pergunta
se estamos prontos.

Ela apenas para.
E cada parada deixa algo:
uma ausência,
um silêncio,
ou o perfume de uma flor
que insiste em nascer
no meio da ferrugem.

No fim, talvez não seja sobre chegar.

Mas sobre reconhecer o que cada estação tentou nos ensinar antes que o trem seguisse e a saudade resolvesse ficar.

Tatiane Ribas da Silva